Há inúmeros casos em que contas de clientes finais abertas pelos canais indiretos são acompanhadas pelos fabricantes sem aviso prévio. Os fabricantes elegem algumas contas para atendimento e venda direta, sem muitas vezes respeitar o trabalho desempenhado pelos canais indiretos. Uma boa solução de TI ajudaria a minimizar os efeitos negativos desta ação dos fabricantes, ao permitir o resgistro do responsável que abriu ou gerou uma determinada oportunidade. É muito comum fabricantes justificarem o domínio a uma conta até então gerenciada por um canal, dizendo ser conta estratégica do fabricante. Há casos ainda mais graves, canais indiretos abrem a conta, encerram oportunidade com sucesso, e depois, essa conta de um modo inexplicável passa a ser atendida pelo canal indireto do fabricante.
Muito embora, ferramentas de TI não inspirem 100% de credibilidade, a ética deverá estar acima de qualquer interesse particular. Pois, deve-se haver um entendimento e respeito pelo trabalho que os canais indiretos desenvolvem para abrir contas. Portanto, não é justo que de uma ora para outra uma conta que foi desenvolvida pelo canal passe a ser atendida pelo canal direto do fabricante. A comunicação deverá ser a base do relacionamento entre parceiros, e os processos de abertura de oportunidades e gestão de contas devem ser específicos e precisos, de modo que não gerem margem para justificativas a atitudes desonestas.
Se estamos entrando na era dos canais indiretos, se os fabricantes dependem cada vez mais dos canais indiretos e de todo o elo da cadeia para melhor ofertar o seu portifólio é prudente que esse relacionamento se desenvolva sob uma base segura e confiante entre fabricantes e canais. Com regras claras e justas para ambos os lados.
Não é justo que o fabriante ocupe, sem aviso prévio, sem sintônia com os parceiros de negócios, o espaço do canal indireto depois dele ter feito todo o trabalho de abertura de contas e conquista de clientes.

