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17
Out
08

Gestão do conhecimento – Pratique esse conceito na sua empresa, seja você fornecedor ou canal.

Esta na moda gestão do conhecimento. Mas, para simplificar a explicação e facilitar o entendimento veja o conceito de  Cristóvão Pereira.

Se sua empresa ainda não pratica gestão do conhecimento, incentive! Se o conhecimento na “cabeça” de uma pessoa é  capaz de promover grandes transformações, imaginem se compartilhado! Se até segredos são compartilhados,  quanto mais outros tipos de conhecimentos que envolvem processos e estratégias empresariais. Gozado não! Falar de  “compartilhar” segredos, mas, quando falamos de fórmulas de produtos, por exemplo, podemos dizer que é um segredo “compartilhado”, com poucos, mas é. Pois, o risco de ficar só em uma “cabecinha”, em um único lugar poderá implicar em prejuízos incalculáveis no futuro. O ideal é compartilhar as estratégias operacionais, os objetivos dentre outras ações entre os setores da empresa. Exemplo: vendas, faturamento, canais diretos e indiretos. Porque não  compartilhar o conhecimento que gerou bons resultados? Porque não compartilhar metodologias, processos, estratégias,e inserir todos no processo?

Vamos exemplificar:

O corpo humano é uma organização “X”, nele há o coração, fígado, rins, pulmões, como os departamentos de uma empresa: setor de marketing, vendas, faturamento, recepção, TI, Diretoria… e  cada um tem a sua função. No caso do corpo humano as informações são registradas em um lugar: no cérebro, na empresa também, que legal, para não dizer que perigo!!!!!!Ainda bem que temos, também, a opção de registrar em uma ferramenta de TI. “A missão mais elementar do cérebro é recolher os estímulos externos, captados pelos sentidos, e transformá-los em impulsos elétricos que percorrem os neurônios. Toda essa informação é catalogada e arquivada na memória. É a ela que o cérebro recorre quando precisa tomar decisões, comandar os movimentos corporais e organizar o pensamento.” 

A missão mais elementar dos colaboradores, gestores, diretores…não seria também a de recolher os “estímulos” do mercado, captados pelas suas habilidades, transformá-los em metas,estratégias, ações e resultados que afetarão toda a empresa, e compartilha-los? Essas informações não deveriam, também, estar catalogadas e arquivadas em algum lugar da empresa, que não fosse somente na mente humana , no qual todos os interessados tivessem acesso sempre que necessário? A empresa deve manter as informações em uma fonte onde sejam recorridas a qualquer tempo, quando  for necessário tomar decisões, comandar as ações e reformular conceitos. Então, a gestão do conhecimento não deve ser visto como uma prática de momento, e sim, de possibilidades de acessos constantes às informações já discutidas, testadas e aprovadas ou não,  com a finalidade  de melhorar  resultados futuros. Pratique esse conceito em sua empresa, seja você fornecedor, canal, colaborador…

02
Out
08

Diferencial competitivo: gestão do conhecimento.

“Um erro capital é desenvolver a teoria antes de se ter os dados”
Sir Arthur Conan Doyle

As empresas reunem uma gama de informações que, muitas vezes, nem mesmo seus Diretores imaginam o quão essas informações podem se transformar em ações  estratégicas e pró-ativas. A valorização por registros (informações) e capital intelectual ( relacionado à gerência do conhecimento) vem crescendo a cada  dia, pois, o conhecimento sobre o conjunto de informações existentes em inúmeros bancos de dados, em projetos, em ferramentas de TI – Tecnologia da  Informação, e nas cabeças dos gerentes com muitos anos de casa, se bem gerenciadas e utilizadas podem ser um forte diferencial competitivo.
As empresas devem organizar essas informações valiosas de um modo que gerentes responsáveis por tomadas de decisões possam acessá-las e compartilhá-las mais  facilmente.As respostas que muitas vezes os gerentes fazem a uma determinada situação podem ser encontradas através de uma breve consulta e análise desses  registros – quando bem catalogados, claro! Isso se resume em decisões embasadas em fatos reais, e não em suposições.

É fundamental que rotinas eficientes sejam implementadas para obter e manter dados atualizados, ou seja, é importante a participação humana na alimentação desse banco. Sobretudo, se a gestão for apoiada por uma ferramenta de TI  o processo torna-se mais eficiente e eficaz, tanto de alimentação do banco de dados como de gestão. Uma boa solução em TI, além de facilitar obtenção de registros e compartilhamentos de informações, pode propiciar um ganho de tempo e dinheiro consideráveis, principalmente se embasadas em ferramentas integradas que gerem dados quantitativos, qualitativos e relacional.
Empresas que valorizam a gestão focada em conhecimento, em valorização do capital intelectual deverá ter o cuidado com algumas questões, baseado KOTLER, em  Marketing para o Século XXI: Como criar, conquistar e manter mercados – 2005. Aqui são elas: De quais informações as empresas necessitam para tomar as  melhores decisões? Como reunir informações relevantes? Como disponibilizar facilmente informações relevantes para tomadas de decisões em curto, médio e longo prazos?

As empresas devem evitar o excesso ou a insuficiência de informações ao armazenarem dados. O objetivo, a princípio é reunir informações que possam gerar no  macro ambiente da empresa e em seu ambiente de marketing resultados nas vendas, previsão de custos e lucros. Os gerentes responsáveis por tomadas de decisões  podem dar contribuições sobre quais tipos de informações devem ser armazenadas e o que é de fundamental importância para eles tomarem decisões mais  embasadas. Com a contribuição dos gestores sobre quais informações lhe serão mais utéis, o formato da base de banco de dados ficará mais próxima da realidade e necessidades de cada empresa.

Vamos tomar como exemplo uma gerência de canais: quais informações relevantes devem constar em seu banco de dados para tomadas de decisões mais acertivas?  Pontuaremos algumas que sinalizam desde informações básicas as mais complexas:

- Informações dos canais;
- Informações dos consumidores;
- Informações dos concorrentes;
- Informações de parceiros;
- Históricos de vendas dos canais, por região; por produto, por cliente, por campanhas promocionais;
- Metas de vendas dos canais;
- Desempenho dos canais;
- Nível de Satisfação dos canais e consumidores finais;
- Areas de atuação de mercado da empresa;
- Oportunidades em aberto levantadas pelos canais;
- RFV – recência, Frequência e Valor da compra média de canais;
- Documentos e contratos administrativos;
- Estoques, pedidos;
- Dentre tantos outras que são determinados de acordo o grau importância para cada empresa;

Para sermos mais abrangentes em relação a essas informações relevantes, citaremos os tipos de informações do ponto de vista macroambiente, ambiente de  marketing e ambiente da empresa,segundo KOTLER, em seu livro supra citado, P 100:

Do macro ambiente

Tendências demográficas.
Tendências econômicas.
Tendências de estilo de vida.
Tendências tecnológicas.
Tendências políticas/de regulamentação.

Do ambiente de marketing

Informações dos consumidores.
Informações de colaboradores.

Do ambiente da empresa

Vendas e participação de mercado.
Pedidos de compras e renovação de pedidos.
Custos da empresa.
Lucratividade por cliente, por produto, por segmento, por canal, por tamanho de pedido e por área geográfica.
Outras informações.

É importante salientar que os próprios gestores podem colaborar na estratégia de armazenamento e registros de informações empresariais, orientando sobre:

- Informações que obtém com regularidade;
- Estudos especiais solicitados periodicamente;
- Informações que desejam obter a curto prazo;
- Com que freqüência gostaria de receber determinadas informações;
- Quais tipos de notícias e por quais vias gostariam de obter para se manterem atualizados;
- Quais tipos de análises de dados gostariam de utilizar;
- Que ferramenta de TI _ Tecnologia da Informação seria ideal para apoiar na gestão e tomadas de decisões de marketing da empresa.

Podemos dizer então que no processo de armazenamento e obtenção de informações, em se tratando do setor de marketing, os gestores do conhecimento deverão participar contribuindo com o que há de mais relevante. Sendo assim, corre-se menos risco de armazenar informações de baixo ou nenhum impacto na hora em que  o gestor de conhecimentos for tomar suas decisões.