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11
Fev
09

Conheça os 4As de raimar richers

Raimar Richers desenvolveu os 4As para conceituação de marketing. Podemos conferir sua contribuição citando cada um desses conceitos:

  1. O Primeiro A de Análise: essa é a primeira etapa de levantamento de informações que contribuirão para as estratégias da empresa. Os aspectos a serem analisados são os de macro e microambiente. Ou seja, análises de cenários econômicos, políticos, psicográficos, tecnológicos, sociais, e demais. Além de identificar as oportunidades e ameaças externas à empresa resultantes desses cenários. Não esquecendo a avaliar e reconhecer as potencialidades e limitações internas que compõem o cenário da empresa, tais como: Funcionários, fornecedores, parceiros, recursos financeiros, capacidade produtiva, enfim. Todos esses aspectos devem ser observados, levantados e analisados a fim de evitar o menos risco possível no momento de tomar decisões estratégicas.
  2. O segundo A é o de Adaptação: Em um mercado de profundas mudanças mercadológicas em pouco espaço de tempo, se faz necessário que a capacidade de adaptabilidade às mudanças estratégicas seja um ponto marcante e constante na empresa. Segundo Richers após a organização ter em mãos as informações analisadas do macro e microambiente deverá montar suas estratégias quanto ao seu composto de produto, seu preço, suas estruturas promocionais e seus canais de distribuição.
  3. O Terceiro A é o de Ativação: Esse é o ponto dos “nove fora” o ponto de averiguar se as estratégias contribuíram para a aceitação ou não do produto no mercado. È o momento em que o produto é colocado em contato físico com o cliente/consumidor. Lembrando que quando se fala em venda englobamos os canais e consumidores finais, os elos da cadeia de distribuição.  O objetivo desta etapa é que as duas primeiras se transformem em vendas.  É exatamente nesta fase que devemos prestar atenção nas taxas de recompensas, nos ROI…dentre outros. Segundo Richers “é na ativação que os pontos fortes e fracos da empresa são mostrados ao mercado (entenda-se clientes, consumidores finais, concorrência e público em geral)”.
  4. O Quarto A de Raimar Richers é o de Avaliação: Esse é o ponto crucial, toda avaliação deve ser feita para medir a relação entre os esforços despendidos e retornos alcançados.  È na avaliação que verificamos: Volume de vendas; aceitação da marca; aceitação do produto; perfil do cliente/consumidor; embalagens, preço, pontos de vendas, atendimento, gestão de canais e gestão interna da empresa…

Sugestão de leitura: Administração Estratégica de Vendas e Canais de Distribuição. Editora Atlas 2002. José Luis Tejon Megido e Charles Jonh Szulcsewski.

22
Jan
09

Entenda um pouco sobre métrica: Aplique para avaliar desempenho de canais e clientes

Extraído do Inside 1to1
Uma publicação do Peppers & Rogers Group
www.1to1.com.br

Em muitas empresas, você não verá o CMO (Chief Marketing Officer) saindo para almoçar com o CFO (Chief Financial Officer). Eles têm agendas diferentes e também podem ter idéias completamente opostas sobre como mensurar o sucesso. A situação reflete mais do que o comportamento observado na hora do almoço. De acordo com um novo estudo da empresa de análise Marketing Measurement Analytics (MMA), apenas 7 por cento dos 150 executivos financeiros pesquisados estão satisfeitos com a capacidade dos departamentos de marketing em medir o ROI de suas atividades. Agora, vejamos números mais gerais: aproximadamente 60 por cento dos executivos de finanças e 50 por cento dos executivos de marketing estão insatisfeitos com a habilidade da empresa em chegar a um acordo sobre a definição de “ROI para marketing”.

“Existe uma clara divergência entre Marketing e Finanças em quase todas as empresas”, diz Doug Brooks, vice-presidente da MMA. Custos e receitas, as partículas atômicas que compõem o relatório financeiro da empresa, são números importantes e o que faz com que o CFO fique realmente feliz é que esses números podem ser tabulados com exatidão.

As métricas de marketing, por outro lado, avaliam taxas de abertura das campanhas, clicks em anúncios, nível de awareness das propagandas, e estimativas de preferência da marca. Entretanto, é difícil amarrar essas métricas à receita obtida, pois as ações realizadas pelos clientes não estão vinculadas diretamente a esses indicadores. Por exemplo, quando um cliente compra um produto, gerando receita, esta pode ser contabilizada com precisão, mas normalmente não sabemos se o cliente realmente prefere a nossa marca e se ele chegou a ver alguma propaganda daquele produto.

Mesmo métricas como o ROI da campanha e o retorno sobre investimentos em marketing (ROMI – Return on Marketing Investment), que têm uma aparência financeira, sofrerão, em algum momento, com a falta de uma ligação clara entre as métricas de despesas e o real aumento nas vendas ou incremento nas receitas obtidas. Dessa maneira, um dos problemas entre Finanças e Marketing é a falta de precisão. É necessário “acreditar” que um investimento de X reais em marketing realmente criou valor para a empresa no montante de Y reais.

Mas existe uma divergência ainda mais grave entre Finanças e Marketing: a área de marketing, por definição, tem suas atividades orientadas por uma perspectiva futura, enquanto que a área financeira ocupa a maior parte do seu tempo documentando o passado. As métricas para marketing evoluíram do day-after-recall (utilizado para medir a audiência média de uma campanha, um dia após ela ser lançada) para outros indicadores mais elaborados, orientados para o futuro, como o NPS (Net Promoter Score) e LTV (Lifetime Value) dos clientes, mas mesmo essas medidas continuam não tendo significado algum para o CFO.

Os CFOs aprenderam a ficar atentos às métricas utilizadas pelo Marketing, pois, segundo uma frase conhecida, “se você medir as coisas o suficiente, provavelmente algo parecerá bom”. Quando um profissional de marketing mostra um número positivo, o que esse resultado realmente quer dizer? É triste afirmar, mas muitas vezes é preciso “acreditar” em determinadas previsões, na hora de avaliar os números relativos ao Marketing.

Quebrando o círculo
Então, o que pode ser feito? Abracem essas diferenças, aprendam a mesma língua e trabalhem juntos, diz Brooks. “Uma atitude de colaboração, desde o começo, é muito importante”, diz ele. “Múltiplos grupos (Marketing, Finanças, Recursos Humanos, Operações) deveriam trabalhar juntos para definir o ROI e contribuir com informações sobre como ele será utilizado. Um dos principais indicadores de sucesso é a empresa ter um time funcional envolvido com a estratégia de clientes”. As expectativas podem ser definidas e administradas logo no início. Esses grupos também devem trabalhar para equilibrar os objetivos de curto e de longo prazo. O ROI de uma campanha e o aumento no valor do cliente deveriam ter pesos iguais. “Isso seria como encontrar o ‘Santo Graal’”, diz Brooks.

“Como balancear o curto e o longo prazo para entender as atividades de um ponto de vista estratégico?” Por exemplo, alguns esforços podem realmente destruir o valor da empresa no decorrer do tempo, embora demonstrem um ROI positivo no curto prazo. Brooks observa que esse balanço é diferente para cada empresa. Uma atuação “cruzada” entre as diversas áreas é um bom começo para entender o que é fundamental para cada organização.

As métricas tradicionais de marketing também podem ser utilizadas como um ponto de partida para iniciar uma conversa sobre a utilização do ROCsm (Retorno sobre Clientes), um indicador orientado para o futuro que analisa tanto o valor presente do cliente quanto o valor futuro. O ROC não fecha, necessariamente, o loop entre as ações de marketing e o valor criado para a empresa, mas, pelo menos, ele preenche a lacuna entre o comportamento dos clientes e o verdadeiro valor financeiro. Indicadores, como medidas de engajamento, modelo de mix de marketing e outros tipos de números agregados podem ajudar a modelar o ROC, permitindo que o CMO se comunique utilizando termos que o CFO possa entender, mas que ainda reflitam a verdade, ou seja, os assuntos relacionados ao futuro, com os quais todo profissional de marketing tem que lidar.

Brooks enfatiza que o ROI, ROC ou qualquer outra métrica não representam a decisão, em si mesma. Todos esses indicadores são simplesmente informações para auxiliar no processo de tomada de decisão. “Eles são elementos coadjuvantes no processo”, diz ele. Se eu [Martha] fosse um CFO, gostaria de medir como adquirimos, tratamos, mantemos, desenvolvemos os nossos clientes e nos comunicamos com eles. Enfim, como a empresa age em relação aos clientes. Iria procurar saber se essas atividades estão aumentando ou destruindo o valor da empresa, tanto em curto, quanto em longo prazo. Iria desejar que o meu CMO medisse, administrasse e relatasse isso.

19
Jan
09

Um pouco sobre o 4º ‘P’ do markting: Praça: canais; cobertura; variedade; pontos-de-vendas; estoque e tranporte

Vamos falar sobre um dos 4Ps do mix marketing – Praça (ou distribuição)

Os fornecedores possuem formas diversas de disponibilizar suas mercadorias ao consumidor final, seja por meio da força de vendas direta ou indireta. Uma empresa pode tanto disponibilizar seus produtos nas prateleiras de algum varejista, ou até mesmo criar a sua própria força de vendas para realizar suas vendas diretas.

Se tomarmos como exemplo as empresas de cosméticos, algumas, podemos observar que as vendas porta em porta, direto ao cliente são sua grande ou a única força de vendas, determinante em seu negócio. Como exemplo temos a Avon, que constituiu sua força de vendas “consultoras Avon” (possuindo mais de um milhão de representantes) para vender aos seus clientes de porta em porta. Isso em conseqüência de uma tentativa frustrada em colocar nas prateleiras do varejo os seus produtos.

Umas das vantagens que podemos observar em vendas diretas é que através do marketing direto as empresas desfrutam de custos mais baixos, com isso podem oferecer preços menores, maior possibilidade de customização, e ficam disponíveis para o cliente pelo telefone sete dias da semana 24 horas por dia, ou um pouco menos. Muitas empresas como a Dell a Gateway e outras empresas que praticam marketing direto, forçaram indiretamente a outras empresas a repensar suas estratégias de distribuição.

Muita empresas utilizm a estratégia de distribuição dual  onde as vendas são efetuadas tanto pelo varejista como direta. Claro que para haver uma harmonia entre os interesses de cada membro do canal (direto e indireto) é preciso avaliar critérios e funcionalidades para que os resultados favoreçam todos os envolvidos.

Cada vez mais os consumidores preferem à comodidade de comprar seus produtos estando em sua própria casa, do que tirar o carro da garagem, enfrentar o trânsito, filas nas lojas, dificuldades de estacionamento dentre outras atribulações. Quanto mais o tempo se tonar um bem escasso mais as pessoas estão propensas a comprarem produtos sem sair de casa. Para atender essa demanda as empresas investem em marketing ofertando seus produtos através de:

 

  • Catálogos
  • Panfletos
  • Promoções descritas em jornais, televisão, rádios, TV;
  • Vendas diretas pela TV
  • Telemarketing ativo e passivo
  • Internet
  • E porta a porta.
     

Podemos afirmar que a tendência natural será o varejo ter uma luta constante para atrair o cliente cada vez mais. Em um período que enfrentamos maiores obstáculos ao sair de casa, resgatar o prazer dos consumidores para irem até as lojas realizarem suas compras passar a ser o maior desafio. Imagine, qual consumidor vai trocar ser atendido diretamente em sua casa, se quando for a uma loja para adquirir seu bem de consumo ele: paga mais caro, estaciona com dificuldade; é mal atendido…

A distribuição representa vários desafios, além, do exposto. Por isso escolha bem o canal para o seu negócio e esteja sempre aberto a inovações, com o intuito de aumentar as receitas oferecendo o seu produto de acordo com as necessidades e satisfação do seu consumidor.

12
Jan
09

Gestão de relacionamento com canais: sua empresa realmente aplica?

Como vocês já sabem (àqueles que acompanham nosso blog…) nós somos uma empresa especializada no desenvolvimento, implantação e consultoria em soluções tecnológicas para gestão de canais de marketing de distribuição. A nossa solução, Customer Bridge é ideal para gerenciamento de canais, pois, oferece ferramentas que ajudam empresas a gerenciar conteúdos, oferecer serviços de colaboração e integração dos canais diretos e indiretos.
Em minhas visitas a empresas do estado da Bahia, com o intuito de apresentar a nossa ferramenta, pude perceber que a maioria das empresas de médio e pequeno porte não possuem seus processos bem definidos quando o assunto é “canais de marketing: vendas e distribuição”. Não ter esses processos bem definidos pode levar empresas a perdas de negócios consideráveis, ou até mesmo gastos de esforços acumulados em canais de vendas e distribuição que não tem tanta representatividade para a receita da empresa. 
Aconselhamos, antes de qualquer coisa, que as empresas entendam e de fato dominem: quem são seus canais? Como eles estão trabalhando? Onde eles estão estrategicamente localizados? Qual é de fato a importância de cada canal para a sua empresa? E acima de tudo, que tipo de canais a empresa realmente necessita para trabalhar de forma produtiva e menos desgastante, no que diz respeito ao custo x benefício.
Claro que uma empresa precisa conhecer muito bem qual mercado ela quer atuar e o tamanho desse mercado. Em seguida deverá entender qual tipo de canais e níveis melhor se encaixam em seu negócio. Esse considero o primeiro passo. Por isso quando visitamos uma empresa não o fazemos com o intuito de simplesmente oferecer um produto sem antes entender o tipo, níveis e logística de canais empregada. Uma das nossas estratégias utilizadas é o emprego de algumas perguntas “investigatórias” que nos permite entender, a princípio, como a empresa trabalha e lida com um assunto tão importante nas organizações: gestão de canais de marketing e distribuição – o verdadeiro “ativo” da sua empresa são os seus canais de vendas e distribuição. Isso é o que consideramos.

Veja alguns de nossos questionamentos e sugestões que pode ajudar a sua empresa entender a sua própria estrutura de canais. Ou até mesmo se realmente possui uma estrutura de GRC – Gestão de Relacionamentos com Canais, que de fato funciona bem difundida, apoiada em uma ferramenta de TI eficiente e necessária aos resultados almejados. Bem como, se os setores (Marketing, Vendas e Gerencia de Canais) diretamente envolvidos com GRC, são de fato bem definidos e atuantes na empresa.

Vamos lá:

1. Desenhe a sua estrutura de canais de vendas e níveis (tipo de canais, e o tipo de cadeia), especifique a quantidade por tipo de canais, ver denominação de canais diretos e indiretos
2. Como e de que forma seus canais se comunicam com vocês em relação a: Pedidos: informações atualizadas sobre o cliente que ele está atendendo; Consulta a produtos em tempo real; Consulta a estoque em tempo real; Consulta a produtos promocionais em tempo real.
3. Os seus canais quando se comunicam com vocês por e-mail, o mesmo é e-mail pessoal, ou cada canal tem um e-mail/empresa? Ex.: fulano@empresa.com.br
4. Sua empresa tem acesso aos cadastros realizados pelos canais diretos e indiretos?
5. Como você classifica o nível de conhecimento e “intimidade” com ferramentas de TI dos seus canais de vendas?
6. Como é composta a sua estrutura de marketing e vendas da empresa?
7. Quem e qual setor de fato na sua empresa se dedica à gestão dos canais de vendas e distribuição?
8. Qual ferramenta de TI, atualmente, é disponibilizada especificamente para os gestores do setor de marketing e vendas, normalmente mais ligados, diretamente, aos canais?
9. Como os gestores de marketing e vendas se comunicam com seus canais de vendas e distribuição?
10. Qual ferramenta é utilizada por marketing e vendas para: Criar campanhas promocionais; Identificar melhores canais de vendas; Identificar, em tempo real, os clientes finais relacionado a cada canal, bem como seus consumos; Realizar CRM para clientes finais atendidos por seus canais; Acompanhar todos os passos de vendas do canal; Em tempo hábil identificar produtos mais vendidos por região; Dentre outros…
11. Como o setor de marketing ajuda o setor de P&D (pesquisa e desenvolvimento) desenvolver produtos de acordo características e demandas por região, baseados em informações seguras?
12. Quando o setor de marketing necessita realizar uma campanha promocional sobre um determinado produto (em alta no estoque), como faz para identificar e comunicar, em tempo hábil, com o canal da região que poderia responder de forma positiva à promoção?
13. Quando sua empresa decide, lançar uma promoção relâmpago, a fim de “cobrir” a oferta promocional da concorrência, como faz para comunicar em tempo real a todos os seus canais de vendas e distribuição?
14. Além do investimento em uma solução de TI, web based, a empresa possui intenções futuras em disponibilizar mobile para seus canais?
15. Caso sim, projeto para curto, médio ou longo prazo?

É importante entender que esses questionamentos tem o objetivo de perceber como as empresas lidam com o GRC dentro de suas organizações. Sobretudo, avaliar a carência e necessidade de uma solução de TI voltada para gestão de canais: GRC, que é o nosso foco. Mas, percebemos que quando as empresas lançam mão desse conteúdo elas passam a questionar sobre outras possibilidades, isso para aquelas que já aplicam a cultura do GRC, ou então,  outras, passam a lidar de modo mais “sério” a tarefa de gerir canais, isso para aquelas que ainda não tem internalizado a culta da gestão de canais.

Estou á disposição para trocarmos informações!

17
Nov
08

Ativo intangível :Marketing de valor – Gerando vantagem competitiva sustentável.

Vale a pena a leitura deste texto para aquelas pessoas que desejam aprofundar seus conhecimentos sobre o Marketing de valor. Esta matéria é de 2007, hoje, o marketing de valor está sendo uma das estrtégias mais utilizadas pelas empresas. 

Boa leitura!

Marketing Baseado em Valor. Guia para agências e profissionais de marketing

Por Gilson Nunes*

Nas economias desenvolvidas, existe atualmente uma proliferação de escolhas para os consumidores. Não ocorreu só uma multiplicação na variedade de escolhas, a qualidade média das mercadorias e serviços melhorou consideravelmente. Na realidade, “apesar de que tudo pode ser melhorado, ocorre cada vez mais a mesma coisa”. Este ambiente dificulta a escolha do consumidor, e recompensa a capacidade de uma determinada marca de comunicar o porquê é a única que pode satisfazer as necessidades do consumidor.

Pela perspectiva empresarial, mais mercadorias, todas de qualidade mais alta, buscando uma receita limitada de clientes, criam um ambiente no qual as fontes de criação de valor passaram cada vez mais de ativos tangíveis (como instalações e máquinas) para intangíveis (como marcas, patentes, know-how e base de dados de clientes).

Refletindo esta mudança na criação de valor, um estudo do Ibovespa do Brasil revelou que apenas 30% do valor total do mercado é explicado por ativos tangíveis. O gráfico abaixo indica que, na maioria dos setores, os ativos intangíveis compõem o grosso do mercado e, no final, geram vantagem competitiva sustentável para a empresa.

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Já se foram os dias em que as marcas eram domínios exclusivos dos departamentos de marketing e agências de publicidade. A crescente importância das marcas capturou a atenção de uma variedade de públicos de negócios:

:: Presidentes e diretores financeiros focados no retorno gerado pelo investimento de marketing.
:: Os negociadores estão atentos a marcas subavaliadas.
:: Especialistas em finanças corporativas estão usando as marcas para arranjos fiscais e de financiamento.
:: Os gestores de risco estão se queixando dos riscos atribuídos ao valor da marca.

Os profissionais de marketing, apoiados por agências, foram responsáveis, em grande parte, pela criação do valor das marcas. Agora que este valor foi reconhecido, eles têm a oportunidade de fortalecer suas posições dentro das empresas proprietárias das marcas. O lado negativo do novo ambiente é que, sem a capacidade de quantificar e articular o impacto das decisões empresariais sobre brand equity e cash flows futuros, os profissionais de marketing correm o risco de serem superados por diretores de estratégia e finanças. Ao mesmo tempo, as agências irão se deslocar para o status de fornecedoras de commodities.

Públicos das Marcas
:: As marcas influenciam uma variedade de públicos.
:: É através desses públicos que as marcas criam valor, aumentando a receita, reduzindo custos, e abaixando o custo do capital.
:: As comunicações de marketing devem visar todos esses públicos.

Os gerentes de marca, agências e pesquisadores de mercado concentram a maior parte de sua atenção nos clientes. Isso não é surpreendente, pois os clientes geram os cash flows atuais e futuros. A preferência deles por uma determinada marca resulta em maiores volumes de venda, maiores margens e fluxos de ganhos nos novos mercados. Esta é a principal fonte de valor da marca, mas as marcas também influenciam o comportamento da equipe, fornecedores, distribuidores e mesmo investidores.

Está sendo dada mais atenção ao desenvolvimento do brand equity interno. Isso reduz os custos de recrutamento e retenção, mas o impacto da melhoria do desempenho da equipe sobre a satisfação dos clientes é muito mais importante. 
A forma mais eficaz de melhorar cada ponto de contato do cliente é assegurar que a equipe entenda, apóie e expresse a marca. Em suma, em uma época de qualidade comoditizada e consumidores bem informados, o impacto da construção da marca de serviço ‘on-brand’ (alinhado com as promessas da marca) é alto. A publicidade desempenha papel importante ao reforçar e desenvolver o ‘brand equity’ interno.

As marcas até mesmo influenciam a comunidade de investimentos que utiliza abordagens práticas. Há uma forte evidência anedótica de que as percepções da força da marca e reputação da empresa influenciam as opiniões dos analistas de mercado e os bancos. Isso representa um efeito direto sobre o custo do capital social e de empréstimo. Colocando isso em perspectiva, a redução de um ponto percentual no custo de capital de uma empresa pode ser equivalente a um aumento nas vendas de cerca de 10%. É por isso que os diretores de relações com os investidores estão exigindo dados de marca mais quantitativos, para auxiliar suas comunicações com os investidores.

Em alguns casos, há grupos interessados que afetam indiretamente o desempenho, através da influência que exercem sobre o comportamento dos consumidores. Esses grupos incluem governos, a mídia e determinados grupos de pressão.

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Unindo Brand Equity à Criação de Valor
:: O ‘brand equity’ gera ganhos futuros através de sua influência sobre o comportamento dos clientes.
:: Deve ser quantificado para unir o investimento em marca com os retornos futuros.
:: O Marketing baseado em valor fornece uma estrutura para:
    – identificar as melhores oportunidades
    – alocar verbas a atividades que apresentem mais impactos
    – medir os resultados
    – articular o retorno sobre o investimento em marca

Vamos definir ‘brand equity’ como o estoque de fundo de comércio que uma empresa ‘possui’ na mente de seus clientes e prospects, encapsulando as percepções das pessoas para o desempenho, imagem, valor da marca, e até mesmo no comportamento da empresa. O ‘brand equity’ pode ser visto como um estoque, aumentado e esgotado continuamente por todas as interações que os indivíduos possuem com a marca e seus representantes:

:: Publicidade, RP, experiências positivas dos clientes e comunicação verbal, todos resultam em entradas no estoque de ‘brand equity’.
:: Serviço ruim, RP negativas, atividade concorrente e falta de exposição esgotam o estoque.

O ‘brand equity’ gera ganhos, influenciando o comportamento dos clientes. Gera valor através do aumento nos volumes e margens de vendas, e reduz o risco de vendas futuras.

O conceito de ‘brand equity’ como driver de vendas futuras é importante, e está no núcleo da falha de comunicação entre o marketing e as finanças. Grande parte da atividade de marketing está concentrada em proteger e desenvolver este ativo e não irá gerar vendas adicionais no período financeiro atual. Ignorar o impacto financeiro da mudança no ‘brand equity’ é deixar fora uma parte vital do retorno sobre a equação do investimento.

Os proprietários de marca precisam quantificar e acompanhar o ‘brand equity’ e, assim, desenvolver um entendimento de como as alterações no brand equity influenciam o comportamento do cliente. Existem vários métodos bastante pesquisados de medição do brand equity. A maioria das principais empresas de pesquisa possuem uma técnica proprietária e muitos acadêmicos fizeram trabalhos sobre este assunto. Pela perspectiva do marketing de valor agregado, a questão-chave é a eficiência da medição do ‘brand equity’ nas previsões de mudanças no comportamento dos clientes.

O Brand Equity e o Valor da Marca
Valor da marca é um termo usado com liberalidade. Em alguns casos, ele se refere ao valor total de um negócio ou divisão que possui uma única marca. Outras vezes, refere-se a um único ativo intangível dentro daquela unidade de negócios. Classificar o primeiro caso como ‘valor de negócio com marca’ evita esta confusão. O diagrama abaixo ilustra o fato de que um negócio é composto de uma variedade de ativos tangíveis e intangíveis. Ao avaliar uma marca, é importante definir especificamente quais ativos intangíveis isso incorpora. Nas avaliações de balanço, as marcas são freqüente definidas como ‘marca e fundo comercial correspondente’, mas a definição é, às vezes, ampliada. Por exemplo, na categoria cerveja, é normal agrupar marca e receita sob a definição de marca.

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A prática padrão de investimento avalia um negócio ou ativo único como valor atual dos fluxos de caixa futuros que deverão ser gerados. A taxa de desconto que é usada para converter os valores futuros para valor atual leva em conta inflação e risco. Frequentemente, as marcas não operam em seu pleno potencial. Isso pode ser devido a má gestão ou negligência.  Neste caso, o valor da marca nas condições atuais seria inferior ao potencial pleno do ‘brand equity’. A diferença entre o ‘valor atual’ e ‘valor potencial’ é de interesse dos investidores que querem fechar um bom negócio. Também seria de interesse dos gerentes de marcas e agências.

Avaliação da Marca e Marketing Baseado em Valor
Às vezes, a avaliação do valor isolado da marca é necessária para fins fiscais ou contábeis. Todavia, é de uso limitado como ferramenta de gerenciamento das marcas. O marketing baseado em valor é um método de modelagem dinâmica, usado para comparar o resultado esperado em termos do valor de diferentes estratégias, ou para acompanhar o desempenho da marca através do tempo, ou em uma carteira de marcas.

O marketing baseado em valor fornece à gerência a estrutura para a tomada de decisões econômicas sensíveis. Possibilita que você se concentre nas melhores oportunidades, faça a alocação de verbas a atividades que gerem mais impacto, meça os resultados, e articule o retorno para o investimento em marca.

Aplicações do Marketing Baseado em Valor
As aplicações principais do marketing baseado em valor são:

:: Alocação de recursos: direcionando os recursos a marcas e mercados que irão gerar os melhores retornos
:: Seleção de estratégias: identificando as estratégias de marketing mais eficazes
:: Acompanhamento de desempenho: quantificando e comunicando o desempenho e eficácia do marketing da marca.

O marketing baseado em valor envolve a integração dos dados do mercado, consumidor e financeiros. A estrutura de base é um modelo financeiro que é dividido por segmento de mercado e leva em conta as tendências de mercado, o ‘brand equity’ relativo e ações de marketing. Isso pode ser usado para avaliar cenários e acompanhar desempenho.

Alocação de recursos
Como decidir em quais produtos e clientes concentrar o foco? Esta questão vital raramente recebe consideração adequada. Muitas empresas se sentem obrigadas a continuar a atender aos mercados existentes com uma grande carteira de produtos velhos e novos, e relutam em dar as costas a qualquer cliente. Uma abordagem mais disciplinada da alocação de recursos tende a gerar mais valor.

O exemplo ilustrado abaixo mostra quatro segmentos de mercado que estão atualmente gerando vendas similares. Todavia, o retorno gerado pelo mesmo nível de investimento adicional em marketing varia consideravelmente. O Mercado 4 é um caso extremo em que o investimento extra não gera ganhos adicionais suficientes para cobrir os custos. Neste exemplo, o retorno gerado pelo investimento em marketing foi estimado em termos de dinheiro e como um percentual do investimento.

No caso do gerenciamento da carteira de marcas, o marketing baseado em valor avalia o valor de cada marca, produto ou serviço dentro de uma carteira.  Não é incomum que até dois terços da carteira merecesse ser destruída.  Esses produtos ou marcas que não conseguem gerar lucro econômico devem ser vendidos ou retirados.

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Seleção de estratégias de marketing com base na criação de valor
Tendo identificado os mercados onde operar, a próxima etapa é decidir qual a estratégia mais apropriada. Uma estrutura baseada em valor suprime os argumentos subjetivos normais que acompanham a determinação da estratégia. O julgamento ainda é necessário, mas é focado em suposições-chave, ao invés de passar diretamente à solução final.

No início, frequentemente não está claro qual estratégia produzirá o melhor resultado. Todavia, após as tendências de mercado, pesquisa de consumidores e informações financeiras terem sido integradas ao modelo de avaliação, a escolha pode ser algo bem simples. No estudo de caso ilustrado, não houve consenso interno quanto a se a estratégia de colheita adicionaria mais valor que a manutenção do status quo ou o investimento em segmentos-chave de mercado. Após as suposições terem sido debatidas e acordadas com as equipes de marketing e finanças do cliente, as conclusões foram apresentadas à diretoria.

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Não é surpresa que a opção ‘desenvolver seletivamente’ foi selecionada e excelentes resultados foram obtidos. Dentro de um ano, obteve-se um crescimento de volume de quase 10%, apesar da queda de categoria. O retorno sobre o capital empregado aumentou em 2%.

Acompanhamento do desempenho baseado em valor
O desenvolvimento de um conjunto consistente e coerente de métricas é requisito básico para a construção da estratégia de marketing, responsabilidade do marketing e previsões financeiras. Sem ele, é como atirar no escuro. Ainda que a métrica nunca elimine a necessidade de decisões inteligentes de marketing, um bom sistema de medição possibilitará que sejam tomadas decisões mais informadas, com mais freqüência.

Nenhuma medida isolada é adequada para o gerenciamento de marcas. Um scorecard de marcas eficaz deve incorporar medições de atividade de marketing, ‘brand equity’, desempenho e valor de mercado. O acompanhamento dessas medições, com consistência, através do tempo e dentro de uma carteira de marcas:

:: Possibilita a comparação do desempenho das marcas através do tempo, dentro dos mercados e nas carteiras de marcas.
:: Ilustra o papel que a marca desempenha no modelo de negócios, ganhando assim a atenção dos diretores gerais e diretores financeiros.
:: Fornece uma estrutura para a realização de uma pesquisa de clientes e coleta dados de mercado.
:: Lança luz sobre o relacionamento causal entre o investimento de marketing, ‘brand equity’ e desempenho de marca.
:: Provides a framework from which to commission consumer research and gather market data.
:: Sheds light on the causal relationship between marketing investment, brand equity and performance.

A abordagem usada pela Brand Finance é ilustrada abaixo. É customizada para que cada cliente leve em consideração a dinâmica de um determinado setor do cliente, disponibilidade de dados e necessidades do cliente. A abordagem baseada em valor liga as atividades de marketing, através de percepções e comportamento dos clientes, ao desempenho do mercado e fluxos de caixa. Os scorecards resultantes incorporam medições em toda a cadeia de valor das marcas.  As categorias permanecem constantes, mas medidas específicas de percepções e comportamento dos clientes variam de acordo com a natureza do mercado, maturidade da marca e, pragmaticamente, a disponibilidade de dados.

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Posicionando as Agências de Publicidade na Equação do Valor
:: Para ser realmente eficaz, a criatividade requer um sólido cenário comercial que possa ser fornecido por um informe ou relatório comercial.
:: A eficácia da agência de acompanhamento fortalecerá o relacionamento das boas agências com os clientes. Possibilita também que parte da remuneração da agência seja baseada em desempenho.
:: A remuneração baseada em desempenho deve ser mantida tão simples quanto possível e ligadas a medidas específicas para o informe da agência.

Este novo mundo centrado em marcas deveria fortalecer as agências de publicidade? Infelizmente, nem sempre este é o caso. Em muitos casos, as agências vêem seu papel como protetoras de marcas, corroídas por uma gama de assessores externos ou pelos próprios e fortalecidos departamentos de marketing dos clientes.

Formalizando o ‘Informe Comercial’
A visão de uma agência para as questões comerciais que enfrentam as marcas dos clientes influencia a eficácia de seu trabalho. A percepção comercial (awareness) também impacta a forma da agência ser percebida como parceira estratégica ou fornecedora criativa. A criatividade é elemento vital do sucesso da marca. Porém, para ser realmente eficaz, a criatividade requer um sólido cenário comercial. Para cada tarefa, o Informe Criativo deve ser precedido de um Informe Comercial, que lance alguma luz sobre os seguintes pontos:

:: A importância da marca para os negócios do cliente em termos de vendas, lucro e valor estratégico.
:: Desempenho financeiro da companhia como um todo.
:: Importantes segmentos de mercado para a marca. (As condições de negociação e o comporta-mento do cliente poderiam variar por região, tipo de cliente, categoria de produto ou canal de distribuição.)
:: Tendências dentro dos segmentos-chave do mercado.
:: Desempenho e posicionamento relativos da marca.
:: Drivers da escolha do cliente.
:: Níveis gastos publicitários e uso de tipos de mídia.

Essas informações devem fornecer algumas pistas sobre como usar a publicidade para gerar ou proteger o valor. Fornecer o cenário para o trabalho criativo. No estágio inicial, não é necessário ter números exatos para cada uma dessas questões, uma visão geral será o suficiente. Grande parte das informações estarão facilmente acessíveis em relatórios da empresa, apresentações aos investidores, e revistas de negócios.

As agências não devem tentar recriarse como consultorias de gestão, mas devem assegurar-se de contar com a percepção comercial, e que seus trabalhos estejam alinhados com as condições dos negócios.

Para aumentar sua relevância para a gerência sênior, as agências precisam demonstrar que estão agregando valor aos negócios do cliente. Isso é conseguido de uma forma melhor com o uso dos sistemas de métricas dos clientes. Se isso não estiver a altura da tarefa, deve ser usado um especialista independente.  As agências devem estar cientes de que os departamentos de marketing estão sob pressão crescente para desenvolver sistemas de medição eficazes.

A pressão se origina, parcialmente, na própria profissão de marketing, conforme evidenciado pela iniciativa de métrica de marketing da ABMN, seguindo tendências mundiais. A segunda fonte de pressão é dos diretores financeiros exigindo casos de negócios mais fortes para o investimento em marcas.

A quantificação da eficácia de uma agência é mutuamente benéfica para o objetivo de calcular a remuneração baseada em desempenho. O benefício adicional para as agências é que, demonstrando sua contribuição de valor, acharão mais fácil posicionar-se como parceiro estratégico do cliente..

Alinhando os Interesses das Agências de Publicidade e Proprietários de Marcas
Esta não é uma questão nova, mas, na maioria dos casos, não foi satisfatoriamente resolvida. Este relatório não avalia a prática atual, mas sugere uma estrutura em torno da qual os alvos de desempenho e níveis de remuneração podem ser estruturados. A premissa básica é que o cliente e a agência concordem que deve haver um nível base de taxas, juntamente com uma vantagem ligada ao desempenho.

A dificuldade surge ao selecionar as medidas adequadas para julgar a eficácia do desempenho da agência.  O uso da receita, lucro ou cota de mercado resultaria em colocar a remuneração da agência em risco quanto a fatores sobre os quais ela não tem qualquer controle. Uma campanha poderosa e bem focada poderia ser ofuscada por um problema de distribuição ou crise econômica. Por outro lado, o uso isolado de uma medida atitudinal provavelmente perturbará o cliente se não estiver claro como as mudanças nesta medida impactam os fluxos de caixa.

Se o cliente já tiver um scorecard de marca baseado em valor, ou forma similar de acompanhamento de ‘brand equity’, há uma base sólida para identificar medidas apropriadas. Especificamente, se tiver sido estabelecida uma ligação entre as percepções do cliente, comportamento e desempenho de mercado.

Se houver uma medida de ‘brand equity’ simples e preditiva, isso poderá ser usado como medida para o desempenho da agência.  Todavia, o cliente provavelmente vai se sentir mais confortável com a inclusão de medidas do comportamento do consumidor – pois este é um passo adiante para o fluxo de caixa.

Se a agência dispor de um informe bastante específico, poderá ser mais precisa na seleção de medidas percentuais, e combiná-las com as medidas comportamentais adequadas para determinar um Índice de Desempenho de Agência. Isso pode ser tão simples ou complexo quanto a situação dos negócios e métricas de marketing permitirem.  No caso de um lançamento de produto, a ‘percepção’ e ‘prova’ serão medidas simples e eficazes.

Para uma marca estabelecida, a escolha de medidas exigirá mais reflexão. Como exemplo, presuma que uma agência tenha sido encarregada de revitalizar a seguinte marca:

:: A marca é estabelecida, mas não conseguiu aumentar a cota de mercado.
:: A imagem da marca não é um elemento de distinção e a preferência é baixa.
:: Os níveis de percepção não são um problema, nem as percepções de desempenho e serviço.

É provável que as seguintes medidas de desempenho de agência sejam apropriadas:
:: Medidas percentuais: ‘notabilidade’, ‘imagem’ e ‘preferência’.
:: Medidas de desempenho: a ‘prova’ será uma medida imediata do sucesso. Para avaliação de desempenho de mais longo prazo, a ‘cota de mercado’ também será relevante.

Um Índice de Desempenho de Agência poderia ser baseado nessas quatro ou cinco medidas e acompanhado durante a campanha.

Após determinar a medida de desempenho da agência, a próxima etapa é decidir como isso se converte em dinheiro. Existem várias opções.  Por exemplo, o índice de desempenho pode estar ligado a:
:: Uma taxa variando de um índice básico a um teto acordado
:: Uma faixa de múltiplos da taxa básica.
:: Uma percentagem dos aumentos de lucros.

O diagrama ilustra como a primeira opção poderia ser estruturada. Como no caso de pagamentos por desempenho a outros fornecedores de serviço, o tamanho da vantagem será ligado ao tamanho da taxa básica. Quanto maior o desconto da taxa básica, mais alta a vantagem potencial. A natureza do informe irá influenciar a adequação de cada abordagem.

* Gilson Nunes é CEO Brand Finance América do Sul. É Mestre em Economia pela FGV de São Paulo, MBA pela London Business School e membro do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e da Câmara de Comercio Brasil- Suíça. Nunes é também autor do livro Marca, valor do intangível: construindo e medindo o seu valor econômico, Editora Atlas.
Mundo do Marketing: Publicado em 21/6/2007

12
Nov
08

Principais etapas no processo de administração de marketing – Segundo Philip Kotler

Como em qualquer outra área os profissionais de marketing tem sua própria maneira de pensar. Essa maneira de pensar conduz os profissionais de marketing a atuarem no mercado através de processos que são fundamentais para obtenção de resultados eficazes nas ações de marketing. Olhando a figura abaixo você poderá perceber que cada parte do quebra-cabeça está composto por algumas letrinhas, e ao lado a palavra CONTROLE. Essas iniciais, em destaque no quebra cabeça juntamente com o ”C” do controle, compõem as 05 etapas do processo  estratégico de administração de marketing, segundo Philip Kotler, EM MARKETING PARA O SÉCULO XXI: Como criar, consquistar e dominar mercados, p 46, essas são elas:

PM = PESQUISA DE MERCADO
SDP = SEGMENTAÇÃO, DEFINIÇÃO DE PÚBLICO ALVO E POSICIONAMENTO
MM = MIX DE MARKETING ( POPULARMENTE CONHECIDO COMO OS QUATRO Ps, OU SEJA, PRODUTO, PREÇO, PRAÇA E PROMOÇÃO)
I = IMPLEMENTAÇÃO
C = CONTROLE

quebra-cabeca1

Ainda segundo kotler, o marketing para ser eficaz deverá começar pela pesquisa de mercado (PM). É com a pesquisa que os Segmentos (SDP) são revelados,sinalizando vários tipos de compradores e seus pérfis. Após a segmentação, as empresas estarão mais “aptas” a Definirem (SDP) melhor seu público alvo, pois, presume-se desta forma que é mais aconslhável oferecer produtos para mercados focados e bem definidos. De acordo com cada segmento a empresa terá que definir o Posicionamento (SDP) de seu produto/serviço, ou seja, em que pontos de vendas o produto será atraído e conduzido às mãos do consumidor final?

É no SDP que o marketing estratégico concentra as suas ações. Pois, como criar um produto e disponibilizá-lo da melhor forma se a empresa não fizer uma pesquisa do mercado em que deseja atuar, se não definir o seu público alvo para melhor se posicionar, satisfazendo as necessidades e expectativas dos consumidores?

Definidas essas duas primeiras etapas  estratégicas (PM) e (SDP) o próximo passo seria desenvolver um plano tático, onde as demais tarefas irão consistir em decisões relacionadas a: Produto, Preço, Praça, Promoção (MM). Definidas essas tarefas relacionadas, o próximo passo é Implementação (I). Concluído este ciclo, a empresa deverá realizar o controle (C) com a finalidade de mapear, monitorar e avaliar os resultados, objetivando maior eficiência quando o ciclo recomeçar: Estratégia SDP e tática MM.

11
Nov
08

conceito smart para um bom plano de marketing: Objetivo, Estratégia e ação

Por Francisco Mendes
Especialista em Marketing

TRÊS PASSOS PARA UM PLANO DE MARKETING EFICA
 

1)    PRIMEIRO PASSO – “OS OBJETIVOS, que determinam o foco”

Os objetivos da empresa determinam seu foco e devem ser perseguidos por todos: diretores, gerente e funcionários. Também devem ser reforçados regularmente através do salário dos colaboradores  que devem estar atrelados aos resultados. (veja conceito SMART mais adiante neste texto).
Os objetivos, assim como suas métricas, devem ser curtos e claros e devem também refletir no mínimo em quatro perspectivas: financeira, do cliente, dos processos internos e da organização.
Objetivo 1 : faturar em 2007 – US$1.000M com margem de 10% (financeiro)
Objetivo 2: aumentar o reconhecimento da marca acima de 80%  (cliente )
Objetivo 3 : alcançar excelência operacional nos processos internos de marketing, fornecedor, desenvolvimento de produtos, logística, programas socioambientais …
Objetivo 4: atrair e reter talentos

2)    SEGUNDO PASSO – “AS ESTRATÉGIAS, que determinam o que fazer “

Para cada objetivo existem estratégias “organicamente”  relacionadas, que devem também ser curtas e bem definidas. As estratégias ainda não significam o “como fazer”, mas sim “o que fazer”.
Objetivo 1 : faturar em 2007 – US$1.000M com margem de 10%
•    Estratégia 1.1: crescer em 30% no primeiro trimestre o número de clientes novos.
•    Estratégia 1.2: aumentar, no ano, o ticket médio em 10% na base de clientes ativos.
•    Estratégia 1.3: conquistar ao menos 2 novos mercados
Objetivo 2: aumentar o reconhecimento da marca acima de 80%  (cliente )
•     Objetivo 2.1: manter índice de satisfação dos clientes acima de 90%.
•    Objetivo 2.2: lançar nova campanha de comunicação com alcance de no mínimo 80% do público alvo.
Objetivo 3: alcançar excelência operacional nos processos internos de marketing, fornecedor, desenvolvimento de produtos, logística, programas sócio-ambientais
•    Estratégia 3.1: processo de logística deve atender em 90% o “nível de serviço”
•    Estratégia 3.2: aumentar o portfólio de produtos e serviços. Lançar 2 novos produtos no ano.
•    Estratégia 3.3: certificar 20 lideres em 6Sigma.

3)    TERCEIRO PASSO – “As AÇÕES,  que determinam o como fazer”.

Já o plano de ações está relacionado às estratégias e aí sim, explicam  “como fazer”. Na escolha das ações deve se levar em consideração duas variáveis. Primeiro AFINIDADE e em seguida DISPERSÃO. Estas variáveis ajudam a  maximizar o “retorno sobre investimento” de um plano de ações.  Quanto maior a afinidade com o público e menor a dispersão maior a probabilidade de impactar  o cliente de forma efetiva.

Objetivo 1 : faturar em 2007 – US$1.000M com margem de 10%
Estratégia 1.1: crescer em 30% o número de clientes novos por trimestre
o    Ação 1.1.1 : telemarketing ativo promovendo descontos especiais para experimentação de novos clientes;
o    Ação 1.1.2: email marketing promovendo descontos especiais para primeira compra;
o    Ação 1.1.3: Promover eventos regionais;
o    Ação 1.1.4: Participar de feiras.
Estratégia 1.2: aumentar o ticket médio em 10% na base de clientes ativa no ano.
•    Ação 1.2.1: Promover “bundle” entre produtos da mesma família;
•    Ação 1.2.2: Aumento de crédito dos clientes ativos;
•    Ação 1.2.3: Lançar programas de afinidade.

CONCEITO SMART - (Peter Druker – 1954 The Practcal Managment)
Basicamente o gerenciamento por objetivos serve para direcionar o que cada colaborador da empresa deve “entregar” na forma de resultado concreto, portanto serve para medir sua performance. Neste processo o gerente tem a função de “cascatear” os objetivos pela organização e esclarecer qualquer dúvida sobre estratégias, metas e  prazos. O gerente deve também  eliminar barreiras para facilitar a execução assegurando que cada colaborador tome suas próprias decisões e encontre o melhor caminho para “entregar” seus resultados.
Conceito SMART: sugere que as estratégias sejam:
    eSpecíficas
    Mensuráveis
    Factíveis (Achiveable)
    Realísticas
    Tempo definido para execução

07
Nov
08

MKT customizado e customização de massa, fornecedores e canais, pratiquem essa idéia

alvo1

A prática de atender as necessidades one to one tem histórias nos artesãos, eles fabricavam peças uma a uma para  cada pedido de compra. Os alfaiates, também, costuravam pares de sapatos específicos, sob encomenda, de acordo com o “gosto” e preferência de cada cliente. Com a revolução industrial, surgiu a necessidade de fabricar produtos em  grande escala para manter estoque e atendender a demanda de consumo, provocadas por estratégias de marketing que  visavam seduzir os cliente através da valorização da marca e propaganda. Essa nova forma de produção em escala  exigiu a padronização dos produtos. Os preços caíram e os consumidores passaram a aceitar os produtos “padronizados” ,uma forma de se inserir dentro do novo contexto econômico. Com o surgimento do computador, da WEB, do marketing de  banco de dados, e da flexibilização das fábricas e políticas econômicas, as práticas do marketing one to one resurge como uma possibilidade e diferencial competitivo em uma era de Globalização.Estamos falando de uma estratégia de  marketing customizado, embora, ainda não dominante está se difundindo rapidamente e cada vez mais promissora. Hoje   podemos encomendar produtos sob medida, por estilo,exclusivo e assim por diante.

Segundo Kotler, em seu livro Marketing para o século XXI, pag 46 – Há dois tipos de estratégia para atender o  mercado one to one: o marketing customizado e o marketing de massa.

“O marketing customizado acontece quando o vendedor prepara, do nada, um novo produto para o comprador, como no caso de um alfaiate ou uma fundição. A customização em massa acontece quando a empresa estabelece módulos básicos que podem ser combinados de diferentes maneiras para cada cliente.”

Entendemos então que a customização de massa acomoda e ajusta um determinado produto, com características básicas, de acordo as necessedades do cliente. Muito comum no ramo automobilístico, soluções em TI…
Em serviços a customização de massa adequa aquilo que oferece para atender as peculiaridades de cada cliente. Existem hotéis, por exemplo, que possuem em seu banco de dados as preferências de cada cliente quanto ao tamanho das acomodações, apartamento preferencial, se fumante ou não fumante, se prefere lençóis de seda ou de algodão dentre tantas outras exigências.

Concluí-se que o consumidor, mais do que nunca, quer ser atendido e tratado em suas necessidades individuais, em suas particularidades, como seres distintos. Ainda que as empresas possam reunir grupos afins para melhor segmentar e estudar o mercado a fim de oferecerem produtos específicos, estes deverão estar “abertos” a customização de massa, onde, cada cliente, preferindo, poderá ter em determinado produto ou serviços o seu toque especial, ter no produto escolhido a ”sua cara”, o seu “gosto”.

Um bom final de semana para você!

20
Out
08

Profissionalizando seus canais de marketing

Por Marcelo Cherto

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Mais do que na hora de profissionalizar seus canais

Texto original do meu artigo publicado na revista Marketing deste mês:

Lucre mais profissionalizando seus canais de marketing [Marcelo Cherto]

Muitas empresas investem milhões de reais no desenvolvimento de produtos e nas campanhas publicitárias para promovê-los e, depois, deixam a comercialização nas mãos de representantes comerciais despreparados, que convencem distribuidores tão ou mais despreparados a comprá-los para revendê-los a varejistas ainda mais despreparados. Como é nos pontos de venda operados por estes últimos que o consumidor final – de quem sai a grana que faz todo o carrossel girar – interage com aqueles bens, não é de se estranhar que, muitas vezes, bons produtos, divulgados com campanhas bacanas e vendidos pelo preço adequado acabem encalhando.

Isso acontece porque os CEOs, diretores comerciais e diretores de marketing fazem apenas a primeira parte de sua lição de casa, caprichando nos cuidados com os três primeiros “Ps” do Marketing (Produto, Preço e Promoção). Mas se esquecem do “Quarto P”, que é precisamente o que poderia diferenciá-los da concorrência e gerar os resultados esperados: o Ponto de Interação. Será que não percebem que a competitividade de suas empresas está umbilicalmente ligada à competitividade dos respectivos canais de marketing, sejam eles representantes comerciais, revendas, distribuidores, franquias ou o que forem?

Dirão eles: “mas nós ministramos treinamento aos nossos canais!”. Pode ser verdade. Mas, salvo raríssimas exceções, o currículo desses treinamentos quase sempre se limita às características e benefícios dos produtos. Quando muito, inclui alguma coisinha de técnicas de vendas. Mas… e a capacitação dos canais em gestão de negócios? Disso, poucas empresas cuidam. E é aí que a coisa pega, pois é precisamente disso que a maioria dos canais necessita.

Tempos atrás, minha equipe e eu fomos contratados por uma operadora de telefonia para profissionalizar suas revendas. Quanto meu sócio encarregado do projeto me apresentou o programa de capacitação que pretendia ministrar aos donos e gestores das tais revendas, levei um choque. Parecia excessivamente básico. Mas o programa fora desenvolvido a partir de um levantamento de necessidades feito “em campo” e da observação de inúmeras situações reais. E, portanto, levava em consideração o fato de que boa parte dos administradores das revendas ignorava como elaborar um fluxo de caixa ou um demonstrativo de lucros & perdas. Indicadores de desempenho era uma expressão desconhecida pela maioria.

E o curso foi um sucesso, tanto que foi ministrado a mais de 2.000 integrantes dos canais daquela empresa. E depois, com as devidas adaptações, a muitos outros integrantes dos canais de várias outras organizações. Sempre com excelentes resultados.

O fato é que boa parte dos pequenos e médios empresários brasileiros carece de conhecimentos mínimos sobre gestão de que necessitam para assegurar o sucesso de seus negócios. Por outro lado, as empresas médias ou grandes, de forma geral, dependem de empresas menores para escoar seus produtos ou serviços. E, portanto, ou se envolvem seriamente na profissionalização de seus parceiros, ou correm o risco de ver “micar” produtos que teriam tudo para dar certo, se fossem comercializados da forma certa, nos pontos de venda corretos, geridos e operados da maneira adequada.

E sua empresa, leitor, o que está fazendo para profissionalizar seus canais de marketing?

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Marcelo Cherto escreve sobre Ocupação de Mercado, Canais de Marketing (Revendas, Distribuidores, Franquias, Lojas Próprias, Representantes, etc), Empreendedorismo, Inovação, Vendas, Marketing, Publicidade e o que mais lhe der na veneta.

10
Out
08

uma estratégia para todos-Marketing de Guerrilha – fornecedores e canais

Perguntas:

  • O que é marketing de guerrilha?
  • O que é marketing viral?
  • O que é marketing de emboscada?
  • Empreendedorismo é um apalavra tão bonita, quero aplicar, o que devo fazer?
  • Como investir em ações de marketing com recursos limitados? 
  • Qual estratégia de marketing devo utilizar para quebrar a barreira da comunicação?

RESPOSTAS:

  • ESPERAMOS QUE ESSES VÍDEOS DESPERTEM EM VOCÊS MUDANÇA DE ATUITUDE.
  • MARKETING DE GUERRILHA

  • HISTÓRIA DOS TRÊS PORQUINHOS

 

Tenham todos um ótimo fim de semana!